
ATENÇÃO: Qualquer coincidência com a realidade é pura semelhança.
Deixo-vos em reflexão...
Cheers
:) Bem vindo! Este espaço de publicação foi criado para eu poder 'desabafar' com o mundo. Está aberto a comentários e até a alguma especulação por quem se sinta impulsionado a fazê-lo! Não tem (nem pretende ter) um trajeto obrigatório ou uma limitação temática... logo se vê no que dá! Agradeço a colaboração... :)




[Dicionário da Língua Portuguesa, 1996, Priberam Informática e Porto Editora]
Sei que me invejam (é bom, significa que me consideram melhor; é mau, significa que algumas pessoas me querem mal porque não sabem lidar com a situação), eu também tenho inveja de algumas pessoas, mas esta em forma de emulação, não que eu seja perfeito mas, quando em consciência, prefiro tornar este sentimento "natural" em algo construtivo - a inveja pode ser um sentimento bom! O desejo de se querer ser o melhor possível não é condenável, mas não se tem que querer ser melhor que os outros tornando-os piores que nós, aliás, isso não nos dá mérito nenhum. Em vez disso, usar o exemplo alheio e consciencializarmo-nos de que o nosso melhor não tem sido tão bom, permite-nos evoluir e estar mais perto da ambicionada perfeição (leia-se harmonia interior).
Os meus amigos são o melhor exemplo de pessoas que invejo... Invejo a forma como lidam com determinadas situações: como gerem o tempo livre, apesar do dia intenso de trabalho; como resolvem os conflitos com o par, apesar das forças ambivalentes numa discussão; como dizem as coisas certas na altura certa, que eu próprio não conseguia juntar; como me escutam e confortam, apesar de terem também (e quiçá ao mesmo tempo) os seus desabafos e desconfortos... Gente!, se tiverem inveja de mim, progridam!, não me tentem afundar. Se fizerem um bom trabalho pode ser que eu venha a ter inveja de vocês!
...e aos meus amigos: Obrigado!;)
links,
Citações do Tema [ Inveja ] -
http://www.citador.pt/cact.php?op=8&theme=126&firstrec=0
(algumas citações são desarmantemente geniais - "A única maneira de combater a inveja é afirmar-se a si próprio na sua máxima singularidade.")
http://www.dominiofeminino.com.br/eles/inveja_by_olavo.htm
http://www.revistasintetica.com.br/internasNoticias.asp?newsMundoEventosArtesDicasmodaCulturaruaEspeciasID=115
Deixo-vos em reflexão...
Cheers





Sanfoneiro é o termo usado no Brasil para designar aquela pessoa que, em Portugal, é vulgarmente chamado de acordeonista. Este músico é muito comum no Forró que é um conjunto de estilos musicais relacionados e formam um tipo de música/dança tipicamente brasileira, que tem raízes na música tradicional europeia mas principal e particularmente na portuguesa. Este nome terá origem na redução da palavra 'forrobodó', ou será um anglicismo de 'for all'... independentemente da origem as parecenças do ambiente forrozeiro com a MTP (Música Tradicional Portuguesa) desde o Malhão do Norte ao corridinho do Algarve e ao Bailinho da Madeira.
Um dos mais conhecidos sanfoneiros portugueses (se não o mais conhecido) é o Quim Barreiros. Este grande artista (filho de pai brasileiro e mãe portuguesa), do qual sou fã desde pequeno, é um dos principais embaixadores da MTP, cantando (com seu sotaque nortenho) para o mundo (não só mas também) êxitos do famoso "forró brasileiro de duplo sentido" quase sem se perceber a fusão de tão ténue que é a fronteira musical entre o forró e o seu congénere português.
Nas festas de estudantes (Latadas e Queimas das Fitas), nos 'bailes das terriolas' e no estrangeiro (para os emigrantes), Quim Barreiros anima a malta como ninguém, faz reviver e imortaliza a MTP.
Numa entrevista ao mangualdeonline:
«MO -(...) Temos hoje aqui milhares de pessoas, onde é que(...) vai buscar a inspiração para as suas canções?
QB - Só... ao bacalhau!!!»
Também se pôde assistir numa entrevista da TVI, salvo o erro no dia 17-08-2006, sobre este artista em que ele dizia, entre outras coisas, que era músico, cantor, compositor, condutor, etc. do Quim Barreiros, portanto um polivalente!
Bem, na realidade, grande parte dos seus êxitos é música trazida do forró, que já existia muito antes de ser um sucesso pela voz e acordeão do QB.
«O acordeão, aliás, marca uma certa fronteira entre os artistas, estando os que o usam (Quim Barreiros, Emanuel...) mais próximos dos ritmos, melodias e temas tradicionais portugueses. Não deixa de ser curioso que o musicólogo português José Alberto Sardinha tenha dito numa entrevista recente ao jornal Expresso: «Há um fenómeno que merecia um grande estudo que é o caso do Quim Barreiros: um cantor tradicional que herdou toda a tradição da música minhota e que cria de acordo com os parâmetros que lhe foram fornecidos pela tradição. Só que ainda ninguém reparou nisso... Ele tem criações onde, por exemplo, se identifica perfeitamente a estrutura musical do malhão do Norte que ele recriou. Com letras, em parte, fornecidas pela tradição. Aquela do "bacalhau", se se for ao Leite de Vasconcelos, está lá, é uma quadra popular do fim do século XIX!».» (do que parece ser de um texto do jornal Blitz)*
A verdade é que há um punhado de êxitos do Quim Barreiros que eu não consegui (ou ainda não consegui) encontrar no forró brasileiro... E isso pode significar que algumas das músicas são de sua própria criação/autoria/composição... Não vou dizer (dizendo) que ele plagia as músicas nem que ele não pagou os direitos de autor e por isso não tem direito de as usar, mas o sucesso dele deve-se a alguns compositores (quase de certeza) brasileiros, pois os êxitos do QB já eram cantados por forrozeiros e grupos de 'forró de duplo sentido' como por exemplo:
(Continua...)
Referências/links:
* in
Cheers
