29 agosto, 2006

O Sanfoneiro Português (Parte 2)

(...Continuação)

Certo dia, nas minhas viagens pelo nordeste brasileiro tive o previlégio de conhecer o forrozeiro Nininho Primavera que contribuia para os serviços de turismo da sua localidade Pernambucana. Depois de toda a visita turística àquela região houve almoço, mergulho na cachoeira e Nininho Primavera tocou alguns dos seus êxitos no violão... Eu peguei no violão e preparei-me para tocar para ele uma MTP como ele me pediu. Depois de pensar um pouco decidi tocar o que de mais tradicional há em Portugal, Quim Barreiros... E que melhor podia fazer senão servir um "Bacalhau à Portuguesa"?! Quando terminei de cantar e tocar a música ele virou-se para mim e disse: "- Essa música tem um som que é daqui!" Fiquei calado e não respondi nem com um pio a essa provocação!, pensei para mim "- É tudo vosso, agora!" No entanto, fiquei fascinado com os sons do forró que ele me passou e comprei um álbum dele (autografado) :) Também adquiri mais uns cds de 'forró sacana' ou 'de duplo sentido' na minha passagem pelo Estado de Alagoas. Mais tarde, e já em Portugal, ouvi o último sucesso do QB "A Cabritinha"... Achei muita piada, mas parecia-me que já tinha ouvido aquilo em algum lugar! Como podia ser isso se o êxito tinha acabado de sair? Pois é!, tinha ouvido num dos CDs que tinha comprado em Alagoas...

Com esta exposição de factos não pretendo parecer que estou a desmascarar o QB, que muito admiro e que muito tem contribuido para a MTP, no entanto gostava de ilucidar para o facto de a maior parte dos seus êxitos terem origem no forró brasileiro de duplo sentido. Como também se pode perceber por esta peça, QB é só mais um a cantar "A Cabritinha" ou "A Garagem da Vizinha" uma vez que há vários grupos de forró a cantá-las!
Depois de me sentir enganado pelo QB tive um sentimento diferente, posteriormente passei a olhar para ele como um (até agora único) grande forrozeiro português. E assim renasce uma estrela!

Referências/links:

http://vagalume.uol.com.br/amazan/a-cabritinha.html
Cheers

O Sanfoneiro Português (Parte 1)

Sanfoneiro é o termo usado no Brasil para designar aquela pessoa que, em Portugal, é vulgarmente chamado de acordeonista. Este músico é muito comum no Forró que é um conjunto de estilos musicais relacionados e formam um tipo de música/dança tipicamente brasileira, que tem raízes na música tradicional europeia mas principal e particularmente na portuguesa. Este nome terá origem na redução da palavra 'forrobodó', ou será um anglicismo de 'for all'... independentemente da origem as parecenças do ambiente forrozeiro com a MTP (Música Tradicional Portuguesa) desde o Malhão do Norte ao corridinho do Algarve e ao Bailinho da Madeira.
Um dos mais conhecidos sanfoneiros portugueses (se não o mais conhecido) é o Quim Barreiros. Este grande artista (filho de pai brasileiro e mãe portuguesa), do qual sou fã desde pequeno, é um dos principais embaixadores da MTP, cantando (com seu sotaque nortenho) para o mundo (não só mas também) êxitos do famoso "forró brasileiro de duplo sentido" quase sem se perceber a fusão de tão ténue que é a fronteira musical entre o forró e o seu congénere português.
Nas festas de estudantes (Latadas e Queimas das Fitas), nos 'bailes das terriolas' e no estrangeiro (para os emigrantes), Quim Barreiros anima a malta como ninguém, faz reviver e imortaliza a MTP.
Numa entrevista ao mangualdeonline:
«
MO -(...) Temos hoje aqui milhares de pessoas, onde é que(...) vai buscar a inspiração para as suas canções?
QB - Só... ao bacalhau!!!»
Também se pôde assistir numa entrevista da TVI, salvo o erro no dia 17-08-2006, sobre este artista em que ele dizia, entre outras coisas, que era músico, cantor, compositor, condutor, etc. do Quim Barreiros, portanto um polivalente!
Bem, na realidade, grande parte dos seus êxitos é música trazida do forró, que já existia muito antes de ser um sucesso pela voz e acordeão do QB.
«O acordeão, aliás, marca uma certa fronteira entre os artistas, estando os que o usam (Quim Barreiros, Emanuel...) mais próximos dos ritmos, melodias e temas tradicionais portugueses. Não deixa de ser curioso que o musicólogo português José Alberto Sardinha tenha dito numa entrevista recente ao jornal Expresso: «Há um fenómeno que merecia um grande estudo que é o caso do Quim Barreiros: um cantor tradicional que herdou toda a tradição da música minhota e que cria de acordo com os parâmetros que lhe foram fornecidos pela tradição. Só que ainda ninguém reparou nisso... Ele tem criações onde, por exemplo, se identifica perfeitamente a estrutura musical do malhão do Norte que ele recriou. Com letras, em parte, fornecidas pela tradição. Aquela do "bacalhau", se se for ao Leite de Vasconcelos, está lá, é uma quadra popular do fim do século XIX!».» (do que parece ser de um texto do jornal Blitz)*
A verdade é que há um punhado de êxitos do Quim Barreiros que eu não consegui (ou ainda não consegui) encontrar no forró brasileiro... E isso pode significar que algumas das músicas são de sua própria criação/autoria/composição... Não vou dizer (dizendo) que ele plagia as músicas nem que ele não pagou os direitos de autor e por isso não tem direito de as usar, mas o sucesso dele deve-se a alguns compositores (quase de certeza) brasileiros, pois os êxitos do QB já eram cantados por forrozeiros e grupos de 'forró de duplo sentido' como por exemplo:

  • Amazan, Ferro na Boneca cantam "A Cabritinha";
  • Frank Aguiar, Gino & Geno, Rio Negro & Solimões, etc. cantam "A Garagem da Vizinha";
  • Genival Lacerda canta "O Gato Tico", "Eu Comi a Sobra", "Dor de Dentes";
  • Zenilton canta "Bacalhau à Portuguesa", "Vendor de Fruta", "Rio das Pedras", "Meu Casamento", "Deixei de Fumar", O Grilo Dela";
  • Sandro Becker canta "Já Fui de Todas", "A Picada da Cobra".

(Continua...)

Referências/links:

* in http://raizeseantenas.blogspot.com/2006/07/msica-pimba-e-suas-ligaes-msica.html
http://www.mangualdeonline.com/seccao.php?id=4467&o=ler&sec=18

Cheers

27 junho, 2006

Palhaçadas no Mundial...

Eu não queria! Sério que não! Mas tem de ser... mais uma vez vou falar de futebol! Ele há cada cromo! Estes mundiais têm piada pelas palhaçadas que as pessoas fazem/dizem!
Só sobre o jogo Portugal vs Holanda destaco três:
-"Penso que os portugueses perderam tanto tempo, por isso não demos a bola. A falta de 'fair-play' foi do lado de Portugal." (Marco van Basten, treinador da selecção holandesa) - Apesar da dor de cotovelo assumiu implicitamente a falta de 'fair play' da sua equipa!
-“Portugal não tem uma equipa que assuste. Basta jogar taco a taco com eles!” (Mark van Bommel, jogador da selecção holandesa) - Bolas! Como é que ele sabia o nosso segredo? Ainda bem que não espalhou entre os seus companheiros! Será que a cabeçada do Figo o inspirou?!
-"Se acontecer o milagre de Portugal vencer a Holanda eu mudo o meu nome para Luís de Camões" (Milton Neves, apresentador da Rede Record) - Bem, Sr. Luís de Camões Neves, pelos vistos a 'seleção' fraquinha, que "precisava de jogar a 400%" contra a Holanda e que conseguiu passar "os 'times' fraquíssimos da Angola e 'Iran'", de que fala conseguiu o milagre! Milagre também é o facto de o Sr. ter um programa de televisão a passar em Portugal com esse tipo de atitude! Um duplo cartão amarelo de mim para si! Ah! e já agora... Independentemente de ser favorito ou não vou apoiar o Brasil até ao fim. Não vão ser 'entertainers' como você que me vão fazer diminuir o apoio aos meus irmãos lusófonos! Força Brasil!
Minha gente: aproveitem porque os palhaços andam aí a 'palhaçar' e a fazer-nos rir ou vomitar - ainda não sei bem!...
Sejam felizes!

14 junho, 2006

Pertença

"
Paul: "Holly, I'm in love with you."
Holly: "So what?"
Paul: "So what? So plenty! I love you, you belong to me!"
Holly: "No. People don't belong to people."
Paul: "Of course they do."
Holly: "I'll never let anyone put me in a cage!"
Paul: "I don't want to put you in a cage, I wanna love you."
Holly: "Same thing!"
Paul: "No it's not, Holly."
Holly: "I'm not Holly! I'm not Lula Mae either. I don't know who I am. I'm like Cat here. We're a couple of no-name slobs. We belong to nobody, and nobody belongs to us. We don't even belong to each other." (De Breakfast at Tiffany's)"

O uso de pronomes possessivos quando se fala de pessoas não-familiares parece ser demasiado transitório para ser utilizado sem a devida atenção! Mas é claro que não se pode ser tão minucioso no uso da linguagem para que se possa exprimir-se sem constantes exercícios mentais...
As pessoas podem ter amigos, namorados, sócios, colegas, chefes, etc., que sofrem evoluções hierárquicas, ou que simplesmente se extinguem em termos relacionais. Um colega pode passar a ser chefe; um namorado pode evoluir para marido ou para amigo, ou muito simplesmente deixar de ser! E ainda a forma como nós pensamos que a outra pessoa se relaciona connosco pode não ser a mesma forma como ela pensa que se relaciona. Então, quando eu digo "o meu amigo disse-me...", na realidade, "alguém me disse"... de facto, ele relaciona-se comigo pela circunstância de me ter dito algo, mas fica mais "fácil" dizer "o meu amigo disse-me" do que "alguém com quem me encontro ocasionalmente disse-me" ou "alguém que outrora considerava meu amigo e agora não considero mais disse-me"! Então, simplificamos (é mais fácil!). Da mesma forma quando se diz "vou ter com o meu namorado!" é mais "fácil!" mas na verdade, e porque isso existe!, pode não ser namorado dela, ou só dela, ou não ser de todo!

"Conta-me histórias
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só 3 dias
Eu quero andar sempre devagar
Até a ti chegar

Ninguém é de ninguém
Mesmo quando se ama alguém
Ninguém é de ninguém
Quando a vida nos contém
Ninguém é de ninguém
Quando dorme a meu lado
Ninguém é de ninguém
Quando fico acordado vendo-te dormir

Um raio de sol através de um vidro
Faz-me por vezes hesitar
Na vontade de estar contigo
Pelo dia paira no ar.
Paira no ar

Ninguém é de ninguém
Mesmo quando se ama alguém
Ninguém é de ninguém
Quando a vida nos contém
Ninguém é de ninguém
Quando dorme a meu lado
Ninguém é de ninguém
Quando fico acordado vendo-te dormir

(João Pedro Pais)"

A pertença passa por um sentimento de posse e domínio que é reconhecido por outras pessoas. É disso que se trata - domínio! ou o sentimento de domínio... - "As pessoas não pertencem a pessoas"!
Já divaguei um pouco em futilidades opinativas e, assim, vos deixo em reflexão...

Sejam Felizes!

19 abril, 2006

O 'último' episódio...

É engraçado para algumas pessoas, que já passaram por alguns episódios da vida, ver a forma como uma nova moda emerge nos adolescentes e como ela influencia a vida destes e não só. Para quem, como eu, nasceu numa cidade repleta de modas e diversidade cultural e se cruzou e interagiu com estilos radicais - nomeadamente os freaks, punks, rock-a-billys, metaleiros, hippies e betos - durante a sua adolescência, é estranho ver uma nova moda tomar conta de todo um país e, de certa forma, influenciar unanimemente os estilos divergentes. Considero curioso, e de certa forma bizarro, o modo como os espectadores das diversas séries televisivas, por vezes, se envolvem com a ficção televisiva e perdem a noção da realidade (e do bom senso) proporcionando episódios reais bizarros, perversos e de certos pontos de vista até lamentáveis... Lembro-me de assistir a uma entrevista a uma actriz brasileira em que, quando questionada sobre a sua relação com a audiência da telenovela em que participava, relatou que a injuriaram e tentaram agredir na rua por acharem uma maldade o que a sua personagem fizera a uma outra na telenovela... De uma forma algo análoga encaro o funeral do (lamentavelmente recém-falecido jovem) actor Francisco Adam que se tornou num 'último' episódio (ao vivo) de Dino dos Morangos com Açúcar, ao qual presenciou uma multidão de fãs dolentes e condolentes, e outros indolentes que foram assistir ao 'episódio ao vivo' para tirar mais umas dicas e se sentirem na 'moda'...* Apesar dessas peripécias, é impressionante mas também aflitiva a consciência do poder que estas séries televisivas têm sobre toda uma geração (e arredores). Criam histórias, problemas, intrigas acessórias às vidas já atribuladas dos espectadores que se auto-flagelam com injecções de estímulos sensitivos. O público é bombardeado com estímulos poderosos muitas vezes premeditados por especialistas. A resposta a esses estímulos é, a maior parte das vezes impensada, inconsciente, sentimental e operada por gente simples não especializada sensível a esses estímulos... Irresponsáveis? Quem?! Deixo-vos em reflexão...
*Com muito respeito pelo falecido actor e pelos seus admiradores tomei a liberdade de opinar sobre o tema.
link: http://dn.sapo.pt/2006/04/19/media/curiosidade_ultrapassa_emotividade_e.html
Sejam felizes
Cheers

13 março, 2006

Adversidade

Ele há coisas que não lembram ao demónio! Não me posso queixar de ter uma vida sem episódios... é bom ter alguma acção mas, por vezes, já merecia algum descanso. Mas "o que não nos mata deixa-nos mais fortes!" ainda que por vezes possa demorar a convalescer... Nunca vos aconteceu?! Hoje foi para mim um dia daqueles imprevisíveis e cheios de conteúdo parasita... aquelas situações que parece que acontecem só para nos atrasar a vida... são completamente desprovidas de intencionalidade (pelo menos que eu saiba) e transformam-se num quebra cabeças... Pelo menos, ao fim da jornada, olhamos para trás e dizemos: "mais uma aventura!", mais uma adversidade à procura de uma saída! Há que saber viver nela... Ai, a adversidade! O motor das conquistas... lá me vou habituando! Chego a casa, partilho a experiência com a família e ouço (meio em tom de brincadeira mas, se calhar nem tanto): "Tens de te ir benzer!" E, pelo sim pelo não já comecei a prepara-me!!
Sejam Felizes (também na adversidade!!!)...
Cheers

27 fevereiro, 2006

Águias e Dragões...

Queria escusar-me a falar de futebol neste espaço pessoal mas, ao mesmo tempo, senti um desejo de partilhar a minha primeira presença num "clássico do futebol" português... refiro-me ao S.L.Benfica - F.C.Porto. Foi também a primeira vez que entrei no (ainda) Estádio da Luz. É incrível como se perde um dia inteiro da vida para se ir viver menos de duas horas de espectáculo de futebol! Tudo começou às 9h00 de Domingo em que me levantei para ir encontrar-me com o resto do grupo. Deveríamos ter saído de autocarro às 10h15 mas isso só aconteceu já passava das 11h30. Chegados a Lisboa fomos almoçar ao centro comercial Colombo. Aproveitei para ir de metro até ao Alvaláxia no Estádio Alvalade XXI, que estava frequentado (inesperadamente?!) por muitos adeptos do F.C.P., e conhecer um espaço agradável de se estar mas ao mesmo tempo mais pequeno do que eu imaginara!! De volta ao Colombo fui dar uma volta na montanha russa e preparar-me para as emoções do futebol! Entrar no estádio, apanhar frio, alguma chuva, esperar duas horas, assistir a alguns entretenimentos dispensáveis e depois, o que tanto esperei (o jogo). Independentemente do resultado foi um bom espectáculo mas não há repetição dos lances e havia sempre aquele adepto com a cabeça do Roberto Leal que se levantava em alguns lances e obrigava toda a gente atrás dele a levantar-se! De resto passou-se o que caracteriza um bom espectáculo de futebol: as claques a incentivar as suas equipes chamando nomes à claque e equipe adversárias, os morteiros a rebentar nas bancadas e várias pessoas a sair do estádio de maca, os verylights, a polícia de choque a investir sobre alguns adeptos, etc., etc. Bem... o costume! Findo o jogo volto para o autocarro... Os vendedores tentam vender o que restou (agora mais barato). Uns riem outros não, as pessoas voltam para suas casas... eu também! Chegada prevista a casa: 1h30. Valeu o espectáculo...

Cheers

13 fevereiro, 2006

Orquídeas Garden

Ninguém é obrigado a partilhar sentimentos... pensamentos, emoções... chamar a atenção para a vida, para o que é importante ou não... nem tem de nos orientar, ou tentar mostrar-nos outras perspectivas da vida... Mas há quem fale de si e dos seus sentimentos... e das suas perspectivas da vida... Então aproveite quem quiser... Recomendo (entre outros mas agora este):
Cheers

Desculpas e mais desculpas...

As desculpas não se pedem... evitam-se! Quantas vezes ouvimos, confrontámos, ou fomos confrontados com, tal chavão? Vamos tentar analisar esta 'frase feita' e reparar no paradoxo que dela surge: ora, se alguém pede desculpa significa que quer que a outra pessoa lhe tire a culpa de algo que assume... no entanto, quando se assume uma culpa, pretende-se que o erro cometido seja minimizado, tentando, de alguma forma, mostrar que apesar de se ter errado, se reconhece esse erro e se quer que a outra pessoa volte a confiar em si apesar do sucedido. Depreende-se que a pessoa que errou não o terá feito de propósito, caso contrário não seria um erro mas algo intencional! Assim, uma acção involuntária não pode ser evitada porque "Errar é Humano!"... mais um chavão???
Cheers

25 dezembro, 2005

Natal!

Em noite de consoada as famílias aguardam a chegada do Natal... Mas o que é o Natal? É mais um dia como muitos outros mas que tem um nome especial! Certamente que, segundo a religião católica é o dia ou época em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo... Na sociedade consumista é um dia em cheio para reencher os cofres; para as operadoras telefónicas (e não só essas, mas falando nessas!) lucrarem exorbitantemente porque toda a gente tem que devolver o gesto das sms's que receberam para que os amigos não se sintam desprezados... (Mandar a mesma mensagem para 30 pessoas é prezar alguém? - fica a questão...) Temos que lhes mostrar que gostamos deles neste dia específico! Se não o sentirmos nesse dia temos de recorrer à hipocrisia? Claro! É para isso que ela serve...
Apesar de, na minha opinião, nos encontrarmos numa época em que se desenrola hipocrisia gratuita (da mesma forma que nos servimos do papel de embrulho gratuito de alguns supermercados), não posso ignorar o facto de que quase toda a gente, de alguma forma, se sente um pouco mais inspirada, em termos de sentimentos e afecto, nesta época do que noutra... Nas vidas ocidentais atarefadas é uma forma de as famílias se juntarem nas casas.., de partilharem o dia a dia.., de conversarem sobre os problemas.., as fofocas.., alegrar os putos e ver o quanto cresceram desde o ano passado (pois para muita gente foi a última vez que os viram).., beijar os avós (pois nunca se sabe se os vemos no ano que vem).., e muitas outras coisas em que vou pensar para que no ano que vem aproveite ainda melhor esta época fazendo o que nela deve ser feito! Com o desejo de felicidade para todos vos deixo em reflexão...!
Sejam felizes neste Natal!

08 novembro, 2005

O último padrinho... (finalmente!)

o [u]
art. def. m. palavra gramatical que precede o substantivo em caso de referência definida
último
adj. que está, vai ou vem no fim de todos; derradeiro; o mais recente; extremo; mais novo; precedente; remoto; que ultima ou remata; o menos elevado em categoria; ínfimo; restante; o mais vil; o pior; que está em vigor; actual; irrevogável; terminante; definitivo; decisivo; gravíssimo;
s. m. o que está ou vem depois de todos; o pior de todos;
padrinho
s. m. testemunha do neófito, no baptismo; o que serve de testemunha em casamento, doutoramento ou duelo; protector; patrono;

Porquê este 'paleio'?! Eu explico: Alguém (anónimo, vá-se lá saber porquê) comentou uma postagem minha dizendo unicamente e passo a citar: "porquê "oultimopadrinho"? " Bem, de facto podia responder apenas 'porque sim' ou algo do género, mas não sabia a quem fazê-lo... Podia não responder, mas... por que não?! Então cá vai: como introdução deixei uma nota retirada do 'Dicionário da Língua Portuguesa' (da Priberam Informática e Porto Editora) - inspirada no recentíssimo e feliz trabalho de uma amiga, cujo blog se encontra em futilidadesinexoraveis.blogspot.com -, e daí retira-se, 'mal e porcamente', que oultimopadrinho significa "aquele que é o restante daqueles que se preocupam em proteger os outros"... (ou não!) De facto tem algo de real no objectivo, mas não deve ser seguido à letra. Tenho tido vários afilhados em variadas actividades e esforço-me por ser o melhor padrinho. Procuro dar o máximo nessa função e gosto de o fazer. Acho que consegui iluminar algumas almas menos ilucidadas! Fazendo o que gosto e predispondo-me a isso, sigo deixando-vos em reflexão...
Sejam felizes!

Cheers

07 novembro, 2005

Tv por cabo e programações...

Finalmente aderi à tv por cabo... Não estava super-desejoso mas, tendo em conta o curso que frequento até me dá um certo jeito. O pouco tempo que perco a ver televisão é dedicado aos imperdíveis noticiários e programações de 'baixo share'?, mas agora posso complementá-los com alguns documentários interessantes (para mim) e com o infalível zapping - que me preenche muito do valioso pouco tempo de que disponho! Nisto tudo, consegui reparar, infelizmente, na repetição constante de programas e documentários nos canais temáticos... É pena! será tão necessária a reciclagem desses programas na mesma semana? ou no mesmo mês?... Bem, depois de toda esta inovação acabo por me render à sedução do 2º canal público (RTP2)... Parabéns para ele! e... ...Dear me!
Cheers

26 outubro, 2005

Feitiço

Eu gostava de olhar para ti e dizer-te que és uma luz
que me acende a noite, me guia de dia e seduz...
Eu gostava de ser como tu, não ter asas e poder voar,
ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço! O que é que me deu para gostar tanto assim de alguém como tu?...
Eu gostava que olhasses para mim e sentisses que sou o teu mar,
mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu te abraçar...
Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço! O que é que me deu para gostar tanto assim de alguém como tu?...
O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro...
E o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...
Eu... Eu não sei o que me aconteceu...
Foi feitiço! O que é que me deu para gostar tanto assim de alguém como tu?...

André Sardet

11 outubro, 2005

Oposto e complementar...

Quantas vezes não somos confrontados com mal-entendidos?... e quantas vezes somos tão mal-entendidos que nem sequer temos oportunidade de nos justificar?... Efectivamente, por vezes há equívocos provocados por conflitos entre aquilo que se diz (ou se quer dizer) e aquilo que se ouve (ou se pensa que foi dito)... Em jeito de alerta pretendo deixar aqui exposta uma reflexão acerca de uma situação algo comum, nomeadamente o facto de algo que se diz como complementar de outra coisa (e normalmente se diz 'o contrário') na verdade é entendido como oposto. Por exemplo, quando se diz "não gosto de ti!" a outra pessoa entende "odeio-te!" quando, na realidade, isso não está a ser dito. Numa analogia geométrica, se tivermos um segmento de recta no qual se encontra, numa extremidade o 'odiar' e na outra o 'gostar', que são sentimentos de certa forma opostos, verificamos que nos pontos intermédios conseguimos ter uma data de sentimentos também eles intermédios. Se puséssemos ordenadamente numa linha recta um conjunto de alimentos por ordem de preferência iamos ter numa extremidade uns que odiamos e na outra uns que gostamos... no meio ficariam uns que "não gostamos nem deixamos de gostar". Acho que cheguei ao ponto onde queria... Não devemos levar tão a peito (ou se acharmos necessário pedir para ser mais específico) quando alguém nos diz "eu não gosto de ti!" porque isso pode só querer dizer que não estamos na extremidade?! Porque de facto o complementar de 'branco' não é 'preto', ou seja uma coisa que não é branca, pode ser preta, mas também pode ser azul, ou vermelha, ou amarela, etc., etc. (Mas também pode ser preta!)...
Sejam felizes!
Cheers

07 outubro, 2005

Alteridade e sobrevivência...

A vida faz as pessoas... a educação é parte da vida... ajuda, mas não é tudo... cada pessoa nasce já com uma tendência comportamental que a faz mover instintivamente e que a impulsiona a agir de determinada forma... o que não significa que o faça! De facto, cada pessoa é uma forma diferente de uma mesma predisposição específica agir. É interessante compreender como dois ou mais seres predispostos a agir homologamente podem agir de forma tão analogamente distinta... É interessante compreender os outros para nos podermos compreender a nós mesmos. É também um esforço recompensante! Somos todos parte de um todo e podemos aprender uns com os outros... para nos aproximarmos mais do todo?! ...deixo-vos em reflexão...
Sejam felizes!

Cheers

29 setembro, 2005

O que é que isto interessa?!

Pois é... De facto não tenho cumprido o meu objectivo de uma postagem por dia... mas a verdade é que as aulas começaram e o último ano do curso é mais trabalhoso do que eu previa... principalmente porque as aulas são cedo e o reencontro com os colegas tende a ficar para tarde... A vida está apertada, mas tudo se faz... E quando nem tudo está mal, eis senão quando nos aparece uma borbulha no nariz... Grrrr!
Sejam Felizes!

Cheers

22 setembro, 2005

Equinócio de Outono

É um dia mítico... Movimenta gente (cientistas, paracientistas e místicos) de todo o lado para observar, compreender e admirar um fenómeno que ocorre uma vez por ano e que tem propriedades únicas. O equinócio de Setembro corresponde ao primeiro dia do Outono no hemisfério Norte e é a altura do ano em que o dia iguala a noite em número de horas, a partir daí as noites ficam maiores e os dias mais pequenos. Os dias ficam mais frios por causa da inclinação da Terra em relação ao Sol. Saibam mais nos links abaixo:
Equinócio de Outono: uma data cheia de misticismo
Solstício e Equinócio
Sejam Felizes

Cheers

20 setembro, 2005

Campanha Eleitoral

Chegou a agitação... Volvidas as férias começa a campanha eleitoral...
Os candidatos apresentam as propostas, a equipa, assediam o povo e fazem-lhe mimos... Ouçamo-los com atenção, reflitamos bem e votemos, mas não pensemos que, se houver necessidade de mudança, só temos mais um lado para nos virarmos. Ouçamos o que todos têm a dizer e votemos naquele que acharmos melhor. Cada um deve ter uma opinião. Acabar por pôr lá quem não queremos pode dar mau resultado...


Cheers

19 setembro, 2005

Faz Assim

Era tão estranho te olhar dentro dos olhos
e ver na minha frente tudo o que eu sempre quis.
Eu era diferente dos outros caras de vinte anos,
você era uma chance pra eu ser feliz.
Eu era simplesmente mais um cara apaixonado
que no seu coração não ia ser ninguém.
Mas é exatamente quando a gente está cansado
que o coração distrai então a sorte vem.
Faz assim, te dou meu telefone,
você me diz seu nome e a gente então se vê...
Não faz assim, não diz que vai ligar e some.
Me deixa ser seu homem e venha ser uma mulher para mim...

Letra de Menos Crime

16 setembro, 2005

Santos da Casa

Os "santos da casa não fazem milagres"... É o que se diz... A verdade é que são aqueles que, se caiem do altar, não se estilhaçam! São eles que lá estão para nos ouvir sempre que precisamos de alguém que nos ouça! De pedir que nos dêem força... São os que estão no alto - na parte de cima. Aqueles que não conseguimos deitar ao chão facilmente e aqueles que não caiem sozinhos! Não fazem milagres, não nos fazem a vontade, mas falam connosco, dão-nos conselhos são uma presença constante e é esse o trabalho deles...

Cheers